Viver como mãe: marca de risco, confiança e entrega

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Por Lisânias Moura

Êxodo 2.1–10 (11–15); Hebreus 11.23; Atos 7.23

Que dia especial hoje, Dia das Mães. Para mim junto com o privilégio de celebrar este dia com cada mãe e mulher que está aqui neste culto e em algum lugar nos assistindo, tenho um tremendo desafio que é falar e servir a um grande espectro de mães e mulheres que estão participando deste culto. Temos mães super felizes e satisfeitas, mães que deram à luz este ano, mães esperando seus bebês. Mas, temos mães sozinhas, mulheres que gostariam de ser mães, mas por algum motivo não podem, bem como mulheres que passaram por um aborto e o sonho de ser mãe foi adiado. Temos mães que enterraram um filho ou filha, bem como mães sepultaram suas mães. E não posso esquecer que tem mães machucadas, por alguma razão, bem como filhos e filhas que gostariam de estar com suas mães e por alguma razão não tem esta possibilidade ou por conflito ou por distancia. Contudo, este é um dia encorajamento para cada uma de vocês mulheres, mãe ou não, pois a Palavra de Deus nos fala e nos toca independente do nosso estado civil ou estado de ser mulher neste dia. Por outro lado, os homens aqui presente não podem se sentir excluídos desta mensagem e achar que falaremos somente para mães. Não, meus queridos amigos que estão aqui presentes ou nos vendo pela internet. Mesmo no dia das mães, a Palavra de Deus nos fala.

Assim, tendo procurando incluir todos e todas nesta mensagem, mas levando em conta que é o Dia da Mães, gostaria de acentuar numa frase o resumo deste sermão. Muitas mães, bem como muitos pais se sentem desanimados ou inadequados, ou mesmo estão lutando para serem pais perfeitos ou mães perfeitas. Contudo, queridas mães e pais também, O MAIOR IMPACTO QUE UMA MÃE PODE TER SOBRE SEU FILHO É REFLETIR PARA ELES SUA FÉ E DEUS. Este estilo de vida liberta a mãe do desejo de ser perfeita ou da pressão de ser um sucesso como mãe. Libera a mãe para não ser controladora, mas liberadora no tempo certo, da forma certa, pelos motivos certos. Tira da mãe o paradigma de sucesso que não vem do coração de Deus e insere nelas o modelo de vida que Deus espera daquelas às quais ele deu o presente de ser mãe.

Mas, como este impacto sobre a vida dos filhos pode ser desenvolvido? Podemos dizer que viver como mãe é viver uma vida de risco, confiança e entrega.

Veremos este estilo de vida na mãe de um personagem muito conhecido. Estamos falando de Moisés. Talvez muitas de vocês mães conheçam a história de Moises, aquele que foi usado por Deus para liderar a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito. Talvez vocês mães, pais e filhos já tenham ouvido que Moisés falava face a face com Deus. Com certeza já devem ter lido que para o povo Judeu Moisés é mais importante que Abraão ou mesmo mais reconhecido que Jesus. Mas, vocês sabem quem foi a mãe de Moisés, vocês pelo menos sabem o nome dela? Sabem o que nome dela significa? Daqui a pouco lhes digo, mas vamos abrir o texto desta manha.

Antes de ler o texto, deixe-me ler o contexto ou a história por trás do texto. O povo de Israel estava escravizado no Egito. Preocupado com o crescimento do povo, bem como imaginando que na medida que o povo crescesse o povo poderia rebelar-se, o Faraó da época ordenou às parteiras hebreias ou judaicas que quando ajudassem uma mulher dar à luz, caso o bebê fosse menina deixasse viver, mas se fosse um menino era para matá-lo. No entanto, as parteiras desobedeceram a Faraó e não impediram que os bebês masculinos permanecessem vivos. O Faraó desconfiou delas e a respostas delas foi que as mulheres hebreias eram muito fortes, que davam à luz antes que as parteiras chegassem. Mais tarde um decreto foi editado determinando que todo bebe masculino recém nascido entre os hebreu fosse jogado no rio Nilo (Êxodo 1.22).

É neste ambiente que vamos encontrar a mãe de Moisés, uma mãe marcada por risco, confiança e entrega, qualidades vindas da fé que ela depositava em Deus.

Vamos abrir em Êxodo capitulo dois e também leremos Hebreus 11.23

Por essa época, um homem e uma mulher da tribo de Levi se casaram. 2 A mulher engravidou e deu à luz um menino. Viu que era um lindo bebê e o escondeu por três meses. 3 Quando não conseguia mais escondê-lo, pegou um cesto feito de juncos de papiro e o revestiu com betume e piche. Acomodou o bebê no cesto e o colocou entre os juncos, à margem do rio Nilo. 4 A irmã do bebê ficou observando a certa distância, para ver o que lhe aconteceria 5 Pouco depois, a filha do faraó desceu ao Nilo para tomar banho, e suas servas foram caminhar pela margem do rio. Quando a princesa viu o cesto entre os juncos, mandou sua serva buscá-lo. 6 Ao abrir o cesto, a princesa viu o bebê. O menino chorava, e ela sentiu pena dele. “Deve ser um dos meninos hebreus”, disse ela 7 Então a irmã do menino se aproximou e perguntou à princesa: “A senhora quer que eu chame uma mulher hebreia para amamentar o bebê 8 “Quero”, respondeu a princesa. A moça foi e chamou a mãe do bebê 9 A princesa disse à mãe do bebê: “Leve este menino e amamente-o para mim. Eu pagarei por sua ajuda”. A mulher levou o bebê para casa e o amamentou 10 Quando o menino cresceu, ela o levou de volta à filha do faraó, que o adotou como seu próprio filho. A princesa o chamou de Moisés,[a] pois disse: “Eu o tirei da água”

Agora, Hebreus 11.23

23 Pela fé, os pais de Moisés o esconderam por três meses tão logo ele nasceu, pois viram que a criança era linda e não tiveram medo de desobedecer ao decreto do rei.

Quero repetir, o maior impacto que uma mãe pode ter sobre seu filho ou que um pai ou uma tia, etc., pode ter na vida de um ente querido é refletir para eles a fé em Jesus. Mas, como a mãe de Moisés viveu esta vida de fé?

  • UMA MÃE COM FÉ É UMA MÃE QUE CORRE RISCOS — Êxodo 2.1–3

(Risco por causa da obediência)

Por essa época, um homem e uma mulher da tribo de Levi se casaram. 2 A mulher engravidou e deu à luz um menino. Viu que era um lindo bebê e o escondeu por três meses. 3 Quando não conseguia mais escondê-lo, pegou um cesto feito de juncos de papiro e o revestiu com betume e piche. Acomodou o bebê no cesto e o colocou entre os juncos, à margem do rio Nilo

Imagine por um instante a mãe de Moisés. O nome dela nem aparece no texto, mas no capítulos seis versículo vinte descobrimos que ela se chamava Joquebede. Um nome raro que significa Jeová é glória. Na realidade, Joquebede que é mais conhecida por ser a mãe de Moisés teve uma vida que ilustrou o significado do seu nome, Jeová é Gloria. No texto que temos perceberemos o que é viver por fé ilustrada na vida de uma mãe. Já pensou como ele se sentiu quando descobriu estar grávida de Moisés. Como ela poderia ter este filho sabendo que por ordem do Faraó, ela teria que jogá-lo no rio Nilo, um rio infestado por crocodilos. Será que não seria melhor abortá-lo do que vê-lo sendo comido por crocodilos, dono da mordida mais violenta do reino animal?

Mas, não era somente a possibilidade de ver o filho sendo devorado pelos reis do rio, mas a dor de uma mãe. Um sonho despedaçado. Na cultura hebreia ou judaica, fertilidade era sinal da graça de Deus. Antes do decreto do Faraó, Joquebede já havida do à luz a dois filhos, Miriam e Arão. Mas a alegria de uma mãe não está no numero de filhos. A alegria dela está em ter filhos e despedaçar este sonho pela razão que estava sendo trazida era algo funesto e excruciante para a alma de uma mãe temente a Deus.

Com certeza algumas mulheres aqui já passarem por uma situação semelhante à de Joquebede. Descobrem que estão grávidas e ao mesmo tempo descobrem que o bebê tem uma doença que pode causar a morte dele prematuramente ou mesmo a morte da mãe ou a morte dos dois. Até aborto é sugerido. O que fazer? Teca e eu passamos por um momento assim com nosso segundo filho. Foi-nos recomendado abortar o bebê pois o mesmo certamente morreria no parto ou mesmo a mãe e o filho poderiam morrer. E agora? Obedecer ao nosso medo ou a Deus?

Joquebede esteva nesta encruzilhada. Obedecer ao Faraó ou obedecer a Deus? Os dois caminhos eram arriscados. Jogar o filho no Nilo ou jogar o filho na mão de Deus? Colocar na mão de Deus escondendo o filho incorreria em perigo de vida para o bebê ou mesmo para ela e para o esposo por terem desobedecido a ordem do rei. Uma encruzilhada que nenhuma mãe gostaria de encarar.

Mas, a fé de Joquebede na providencia ou cuidado de Deus deu para ela uma coragem. Depois de três meses de ter escondido o bebê, não dava mais para continuar assim. Imagine que quando o bebê chorava, ela tendo que tapar a boca dele para ninguém ouvisse seu choro. Talvez cada vez que uma sombra de alguém passando em frente à tenda dela, ela imaginava que poderia ser a policia de Faraó, ou mesmo o medo de denunciá-la por estar escondendo um menino que devia ter sido jogado aos crocodilos do rio Nilo.

Mas, Joquebede teve a fé para escolher obedecer a Deus e não aos homens. Ela montou um cesto feito de papiro, um espécie papel da época, revestiu com betume e piche e colocou o bebe neste cesto e colocou este cesto ou esta arca nas margens do rio.

Não havia controle remoto na época de modo que ela pudesse controlar o ou acompanhar o cesto ou mesmo um gps. E se um crocodilo atacasse o cesto? Mas, a fé que Joquebede, teve lhe deu a coragem para correr riscos. Ela corria o risco de perder o filho para os crocodilos, ser presa ou morta pelos soldados de Faraó e nunca mais ver o filho, etc. Mas, o medo foi menor que sua confiança em Deus, o risco por mais perigoso que fosse e cheio de incertezas que se poderia dar certo ou não, foi um risco permeado pela confiança em Deus.

Note que Joquebede não tinha nenhuma segurança se a vida da criança seria preservada ou não. O bebê poderia morrer afogado, poderia ser jogado fora do cesto por causa de uma pequena marola do rio. Era um risco. Mas, mais importante do que cair na ordem do rei, era obedecer ao Rei dos Reis. Mas, embora que todas as chances de o risco ser infrutífero, Joquebede tinha uma certeza, Jeová é glória e a glória de Deus é manifesta também na forma como ele provê para os filhos o que os filhos precisam. Deus é provedor de segurança, recursos e Ele mesmo nos dá a fé para confiarmos nossos filhos a Ele. É interessante que a neurociência explica porque mães correm riscos pelos filho, mas somente Deus é capaz de prover a segurança para o risco bem como o resultado do risco.

A fé que Joquebede tinha em Deus não vislumbrou para ela o que Deus faria com seu filho. Mas independente disto, Deus estava usando a coragem dela, a fé dela, para preparar o futuro de um líder e de uma nação, mesmo que ela não soubesse disto. Ela apenas viu na criança uma beleza singular e ela não poderia entregar esta criança nas mãos do Faraó, nem correr o risco perdê-la, mas entrega-la nas mãos de Deus era o que lhe restava de mais importante e mais sábio.

Queridas mães, todas vocês muitas vezes serão tentadas a desobedecer a Deus para favorecer um filho, um filho que você não quer machucar ou mesmo quando você não sabe dizer a palavra não. Mas, mais importante é obedecer a Deus do que aos homens. Para Joquebede não havia o medo de enfrentar a cara feia de Faraó. Era uma questão de mãe, de amor de mãe e preservar a vida do filho e obedecer a Deus. Não é à toa que o auto do livro de Hebreus diz, “Pela fé, os pais de Moisés o esconderam por três meses tão logo ele nasceu, pois viram que a criança era linda e não tiveram medo de desobedecer ao decreto do rei.

Por outro lado, a fé de Joquebede não foi um fé tresloucada ou simplesmente afoita. Veja como ela planejou seu risco. Leia novamente Êxodo 2.4.

  • UMA MÃE COM FÉ É UMA MÃE CONFIANTE NO CUIDADO DE DEUS — Êxodo 2.3–4

(Age confiando na soberania de Deus)

Acomodou o bebê no cesto e o colocou entre os juncos, à margem do rio Nilo. 4 A irmã do bebê ficou observando a certa distância, para ver o que lhe aconteceria.

Joquebede poderia simplesmente ter pensado. “vou colocar o menino no rio, fechar os olhos e confiar em Deus”. Ela não disse, tchau meu filho, quem sabe um dia nos veremos, Deus te abençoe”. Dois detalhes aparecem. Primeiro, ela colocou sua filha mais velha como guarda, pediu para Miriam ficar observando. Isto foi uma estratégia. Tanto a irmã como o bebê estavam correndo riscos, mas a irmã também estava exercendo fé. Imagino Joquebede dizendo a Miriam, “cuidado, não deixe o cestinho se afastar dar margens, pois um crocodilo pode pegá-lo”. Mas, esta frase referente a Miriam carrega um sentido mais profundo. Era como se Miriam também estivesse exercendo fé. De uma certa forma, Miriam estava esperando ver como Deus atuaria, como Deus faria algum milagre. Fé gera coragem que gera um senso de espera para ver o que Deus vai fazer. Segundo, Joquebede fez o que era o limite dela, soltou o cestinho às margens do rio. Até ali ela poderia ir, dali para frente estava na mão de Deus. Aqui aparece nosso limite como pais. Até certa idade podemos demandar obediência dos filhos, fazer escolhas por eles, mas chegará o dia de os colocarmos no Nilo da vida e confiarmos no cuidado de Deus sobre eles.

Mas, de onde Joquebede tirou sua fé? Nós vemos nela uma mãe que pela fé correu riscos e foi sensata ou teve discernimento. Era uma loucura colocar um filho na trilha de crocodilos, mas era uma loucura ainda maior desobedecer a Deus. Com certeza, Joquebede ouvira falar da história de seus pais, de seus avós, de como Deus havia prometido a Abraão fazer dele uma grande nação. A fé de Joquebede fora nutrida pelas histórias de fé de seus antepassados e como eles esperavam o cumprimento das promessas de Deus. Eles não tinham ou ela não tinha nenhum texto bíblico escrito naquele época de sua vida. Mas, ela tinha a história e com certeza foi o fundamento da sua fé. No livro de Provérbios encontramos bem claro que as Escrituras nos dão discernimento (Provérbios 1.3). Fé sem fundamento na Palavra vira apenas emoção. Mas, quando a fé é baseada na Palavra, podemos discernir o que temos à frente e baseado no que a Palavra diz podemos correr riscos, permeados por estratégias ou discernimento.

Note bem que Joquebede não recebeu uma revelação de Deus de que Deus protegeria seu filho no rio Nilo. Mas, por conhecer a história de Deus ela resolveu confiar nele e deixar o resultado com ele. Em muitas experiencias de vida Deus apenas requer de nós confiança sem necessariamente nos prometer um resultado maravilhoso daquela confiança.

Observem a sequencia do texto queridas mães. E, vocês, pais também. A fé gerou riscos com discernimento. Mas, agora veja como Deus torna a história de fé uma história de Deus.

A filha do Faraó desceu ao Nilo para banhar-se. Assim como Miriam estava com o cestinho margeando o Rio, da mesma forma a princesa e suas ajudantes passeavam às margens do rio Nilo. Quem fez a correnteza ou o vento fazer o cesto ser levado justamente para o local onde a princesa estava tomando banho? Quem ajustou o relógio da hora do banho da princesa para ajustar-se com o tempo de viagem do cestinho desde que Joquebede o colocou no rio?

Com certeza, por ser uma princesa a filha do Faraó estava acostumada a ver e tocar em belas obras de arte. Se aquele cestinho parecesse um cestinho feito com garrafa pet feias e sem cor, com certeza não teria despertado a atenção da princesa. Me parece que Joquebede deve ter confeccionada um belo cesto para colocar seu bebê lá dentro. Deus usa detalhes que nem imaginamos, ele usa peças lindas bem como peças que talvez não passe pelo crivo de qualidade de um mestre de artesanato, mas Deus usa o que ele quer.

Na providencia e cuidado de Deus ele sua nossos talentos da forma com ele quer. E o cesto chamou a atenção da princesa. Na realidade, não o cesto em si, mas Deus usando o cesto para atrair a atenção da filha do Faraó.

Dai, a princesa ao ver o cesto manda suas servas buscá-lo. O que acontece agora é muito importante. O texto diz que a princesa sentiu pena ou melhor, compaixão. Ela deveria ter lembrado que o bebê era de origem hebreia e por isto deveria ter sido jogado ao Nilo. Naquele momento ao resgatar o bebê ela estava indo contra as ordens de seu pai, era para imediatamente joga-lo de volta para o Nilo, para os crocodilos.

Mas, não agiu assim. O Deus da providencia, nutre a fé de uma mãe confiante nele gerando estratégias e discernimento para cuidar os filhos.

Veja o que Deus providencia milagrosamente. Primeiro ele havia movido Joquebede para colocar Miriam de vigia ou protetora do bebê. Na hora que a princesa descobre o bebê, Miriam está perto para oferecer ajuda. A ajuda seria da própria Joquebede que poderia amamentar o bebê. Olha que irônico para o Faraó se ele soubesse o que estava acontecendo. Aquele que deveria ter sido jogado ao Nilo a fim de ser comido pelos crocodilos, agora fora resgatado pela própria filha do Faraó que deveria também jogar o bebê no rio e não o fez.

Mas tem outro detalhe. Joquebede vai amamentar o bebê. O bebê que ela correra o risco de tê-lo nos braços dilacerados pelas mordidas de um crocodilo, agora ela tem um bebê, seu bebê, faminto por um leito enriquecido pelo amor de sua mãe biológica. E agora, em vez de permeada pelo medo e ter que esconder o bebê para que este não chore e seja sequestrada pelos guardas do Faraó, ela tem seu bebê no colo para ser amamentado por ela e que agora este bebê pode chorar, gritar e não ser amordaçado, pois agora ele era também filho da filha do Faraó. Aquele que o Faraó queria ver na boca dos crocodilos agora tem sua vida financiada pelo próprio dinheiro deste Faraó. (ilustração da cristã e do Ateu).

Mas, também veja como a providencia de Deus usa meios inesperados para cumprir seus planos. A cena é no rio Nilo. O rio Nilo, vocês sabem, era um rio sagrado para os Egípcios. Diz os relatos extra bíblicos que o rio era uma espécie de templo a céu aberto, templo de adoração a Ozires, o deus do Nilo e da fertilidade. Muitos iam banhar-se no rio como um ato de culto, oferendas eram trazidas para Ozires e pedidos feito a este deus. E muitas mulheres iam ao rio para de uma forma ritualista pedirem para ficarem grávidas. Segundo historiadores, ao ver o bebê no cestinho e o bebê chorando, a filha do Faraó tomou aquilo como se Ozires respondera as orações dela para ser mãe e agora o deus lhe traz um recém nascido. É por causa disto que ela se afeiçoa ao bebê, permite que seja amamentado por uma mãe não egípcia e para por este trabalho. Nada impede Deus usar quem ele quer para realizar seus planos.

Minhas queridas mães que estão nos ouvindo, notem este ensino. A fé de Joquebede levou-a correr risco e ao mesmo tempo ver e desfrutar da providencia de Deus. Deus na sua providencia e cuidado preservou a vida do bebê, de uma forma milagrosa usou uma fonte fora dos parâmetros que se esperava que ele usasse e ainda por cima usou o próprio inimigo do povo de Israel para financiar e sustentar a vida de Moisés.

Mas, note que tudo começou quando pela fé, Joquebede e seu esposo esconderam o filho e correram riscos por causa de sua confiança em Deus. Por isso, queremos reafirmar que o MAIOR IMPACTO DE UMA MAE SOBRE SEU FILHO É VIVER SUA FÉ EM DEUS. Não é o quanto tempo gastou, o quanto leu da Bíblia, o quanto foi bem sucedida como mãe, mas a sua relação pessoal com Deus que resulta em uma mãe de fé, de valores, de coragem que ama, cuida, confronta, diz não quando precisa dizer não, diz sim quando precisa dizer sim e em ultima análise esta mãe imita Jesus, mesmo quando é incompreendida. Ao colocar o filho no cesto a única coisa que Joquebede poderia fazer era crer que Deus cuidaria do seu filho. Aquilo que ela poderia fazer ela o fizera, agora era deixar que Deus cuidasse, mesmo se ele não soubesse como Deus cuidaria. O que ela podia fazer, a única coisa, era confiar seu bebê a Deus. Isto nos leva a outro aprendizado com Joquebede.

Quando queremos determinar o futuro dos filhos ou como eles deveriam ser, isto nos leva a querer agir como se fossemos deuses. Isto é orgulho e orgulho é pecado. Por isso, cada mãe e cada é desafiado a vivenciar sua fé em Jesus entregando os filhos a Deus.

Mas, tem um outro principio que revela a fé de Joquebede.

  • UMA MÃE COM FÉ É UMA MAE QUE ENTREGA O FILHO A DEUS — Êxodo 2.10

(Abre mão de controlar o filho porque confia o filho a Deus)

Quando o menino cresceu, ela o levou de volta à filha do faraó, que o adotou como seu próprio filho. A princesa o chamou de Moisés,[a] pois disse: “Eu o tirei da água”.

Entregar o filho a Deus é abrir mão de querer controlar o filho. A fé de Joquebede se expressa de uma maneira significativa em duas palavras. Ela teve fé para esconder o filho e ela teve fé para deixar o filho ir. As palavra são esconder e entregar. Tem fases na vida dos filhos que a mãe precisa esconde-lo das más companhias, dos comportamentos errados, dos programas de tv errados, dos amigos errados. Mas, tem horas que a mãe precisa entregar este filho. Joquebede teve fé para esconder o bebê e ela teve fé para entregar o filho. Joquebede teve a fé para esconder o bebê e desobedecer a Faraó e ela teve a fé para entregar o filho para a mãe adotiva, a filha do Faraó. Na realidade, esta mãe não estava entregando o filho para o rio Nilo, ela estava entregando o filho aos cuidados de Deus. Ela não estava devolvendo algo que não lhe pertencia mais, ela estava devolvendo o filho para Deus. Pense junto comigo sobre o coração de Joquebede. Ela pôde amamentar, viu a criança crescer até certo ponto e agora precisa fazer outra entrega. Ela havia entregue o bebê nas mãos de Deus quando o levou às margens do rio Nilo, um rio infestado de crocodilos. Agora ela o estava entregando para outro rio, no qual, talvez os crocodilos eram mais ferozes. Deixar um filho ir, sem querer controlar a vida do filho é uma das experiencias mais difíceis e desconcertantes para uma mãe (e para um pai também). Mas, pode ser uma das experiencias de fé também das mais profundas na vida de uma mãe.

A cultura egípcia era a mais avançada cultura da época em termos científicos, mas uma cultura pagã. Historiadores comentam que foi no Egito provavelmente que primeiro se falou sobre a Terra não ser plana bem como onde pela primeira vez se calculou a distancia entre o Sol e a Terra. A técnica de embalsamamento praticada no Egito até hoje influencia as técnicas de embalsamento. Foi nesta cultura elitizada que Moisés passou a viver quando foi entregue por Joquebede.

Até então, Moisés estava protegido pela cultura monoteísta do povo hebreu. Com certeza dever ter ouvido a mãe cantando hinos e contando histórias focadas em Deus e focadas no Deus que cumpre promessas. Dali em diante, as histórias não seriam mais do Deus Jeová, mas as histórias dos deuses egípcios. E o mais desafiador: Joquebede não tinha mais controle sobre Moisés. E agora? As palavras controle e fé são opostas. Com certeza, a entrega que Joquebede fez para o palácio era mais perigosa que a entrega para o rio Nilo. Se os crocodilos engolissem Moisés, a vida terminaria. Mas, se os crocodilos do palácio da filha do faraó engolissem Moisés ele não morreria fisicamente, mas poderia enfrentar ou vivenciar mordidas mais profundas do que as mordidas dos crocodilos reais. No rio Nilo não havia imoralidade, idolatria ou violência, exceto a violência dos crocodilos. No palácio real promiscuidade, orgulho, idolatria, independência de Deus, disputas e guerras eram parte da cultura e causavam mais morte emocional e dores do que as mordidas no Nilo.

Queridas mães, chega o dia no qual você precisa entregar filho. Ele cresceu, tornou-se adulto, não tem mais como dizer para ele e obriga-lo abraçar o que é certo e ojerizar o errado. E agora, como será? O filho vai estudar longe de casa, vai namorar uma garota cujos valores são diferentes dos valores que você ensinou para ele, a cultura onde ele vai morar desafia os valores que você ensinou em casa, afasta-se da igreja e de Deus, casa com uma pessoa que você nunca escolheria para ele, e agora?

Por outro lado, mesmo sem usarmos estas palavras, tudo estava sendo orquestrado por Deus na vida de Joquebede. Deus dera provas do cuidado dele para com o menino, protegeu dos crocodilos, fez o vento soprar e levar o cestinho com Moisés para onde a princesa estava, fez até a princesas pagar para Joquebede amamentar o filho biológico, mas agora o texto diz, “Quando o menino cresceu, ela o levou de volta à filha do faraó, que o adotou como seu próprio filho…” . O filho não era mais dela, mas da filha do Faraó. Deixou de viver na casa dos pais biológicos para viver na casa dos pais adotivos. Dá para imaginar a dor de Joquebede quanto entregou o filho? Numa linguagem de igreja, dizendo entre aspas, Joquebede perdera Moisés para o mundo.

Moisés veio para o palácio. Veio para a cultura mais importante da época. Segundo o texto de Atos 7.23, vemos como Moisés cresceu, “Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e era poderoso em palavras e ações” . Segundo historiadores, Moisés, por causa da sua linhagem real, frequentou a melhor universidade da época, a chamada Templo do Sol. Lá ele aprendeu sobre arte, cultura, ciência, guerra e retórica. De fato, Deus estava preparando um estadista, mesmo que Joquebede não soubesse. Joquebede não via mais Moisés, no dia das mães ele estava longe de casa, nem mandava um cartão ou dava um telefonema a cobrar. Mas, Deus sabia onde ele estava e estava de olho nele.

Historiadores referem a Moisés como um poderoso guerreiro e que comandou o exercito egípcios na conquista da Etiópia, anexando-a ao Egito. Percebe? Treinado em arte, escreveu alguns salmos, expert em ciência, dialogou com reis , embora que se achava pesado de língua, passando pela Templo do Sol, aprendeu falar para poder comunicar-se de igual para a igual com o Faraó. E como guerreiro, foi preparado para liderar e comandar mais de dois milhões de pessoas. Mas, tudo isto, distante das vistas, dos braços e mãos de Joquebede que não vira mais o filho. Provavelmente, Joquebede viveu cerca sessenta anos sem ver o filho. Ele perdera o controle sobre Moisés, mas ele estava sob o controle de Deus.

Queridas mães, Deus trabalha em seu filho, mesmo quando você não vê Deus está agindo. Mas, filhos distantes de casa também se metem em encrencas. Um dia, já adulto, Moises girando pela área do Egito onde moravam os hebreus encontra um egípcio maltratando um hebreu, toma as dores do hebreu e assassina o egípcio. O Faraó sabe do acontecido e manda prender Moises.

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Imagine agora outra cena. Um dia Joquebede ouve alguém batendo em sua porta e ao abri-la é um soldado do Faraó perguntando por Moisés. A mãe diz que ele não mora mais ali há cerca de vinte ou trinta anos e pergunta porque o policial estava procurando por seu filho, um filho adulto que vive longe de casa. O policial responde, ele está sendo procurado por assassinato. Pode imaginar o choque? Pode imaginar a dor? Pode imaginar a decepção?

Mas, também podemos imaginar Joquebede questionando Deus e a si mesma. Talvez pensou, Deus onde o senhor está? Eu confiei no Senhor, fiz o que era certo, contei-lhe histórias bíblicas, cantei hinos que focam no Senhor, em vez de deixa-lo morrer no Nilo, entreguei-o em tuas mãos e é isto que recebo de volta? Olha no que meu filho se tornou, é isto que mereço? Será que dei à luz a um assassino?

Talvez Joquebede não tenha questionado Deus como muitas vezes como nós pais e mães fazemos quando um filho entregue a Deus se desvia. Em vez de questionar Deus, nos questionamos e assumimos uma culpa, uma culpa falsa. Perguntamos para nós mesmos onde erramos, onde pecamos, passamos a pensar que Deus está nos castigando por algo errado que fizemos. Esquecemos de pensar que a decisão errada foi do filho e não nossa. Esquecemos que as implicações ou resultados errados das decisões do filho são dele e não nossas. E, por causa disto, queremos resolver os problemas dele que não são nossos. Mas, porque não queremos sofrer, trazemos ou tentamos trazer o controle de volta para nós. Meus queridos e minhas queridos isto é algo insano. Isto apenas revela que dizemos que entregamos nossos filhos a Deus, realmente não os entregamos. Queremos que eles sejam como nós imaginamos que deveriam ser.

Queridas mães, queridos pais também, querer controlar quando não temos mais como controlar é querer ser Deus e isto nos leva a pecar. Chega uma hora que Deus quer nos livrar de um peso que não temos de carregar e quando tentamos carregar estamos querendo construir ou educar filhos à nossa imagem. Queremos que eles sejam como nós queremos e não como eles gostaria de ser. Queremos escolher a profissão deles, queremos escolher com quem devem casar, quantos filhos devem ter, onde devem morar, que igreja frequentar, como quem devem andar e com quem não devem andar, e por vai. O controle nos leva a uma doença, a doença da co-dependência. Nossa felicidade depende da felicidade dos filhos e para não sofrermos queremos impedir que eles sofram. No fundo, o controle tem muito mais a ver com nosso bem estar do que com o bem estar do filho. E pior, queremos ser o deus que achamos que eles precisam e não deixamos Deus ser o verdadeiro Deus que os filhos precisam conhecer.

Sabe o que uma mãe cheia de fé faz quando os filhos crescem e passam a tomar as próprias decisões? Entrega-os a Deus. Houve o tempo no qual nós como pais e vocês como mães, podíamos confeccionar um cesto e colocar o filho no cesto e protege-los, mas chega o dia que precisamos não os entregar aos crocodilos do Nilo, mas entregá-los nas mãos de Deus e descansar que Deus tem o controle da vida deles.

Entregar não significa que mãe e pai não podem mais opinar, sugerir ou mesmo confrontar. No entanto, isto pode ser feito a pedido do filho ou de uma forma que a verdade pode ser dita, mas não imposta e muito menos manipuladora. As vezes em nosso senso de querer controlar a vida dos filhos damos a impressão que eles são indispensáveis para nós como pai e que se eles se afastarem estarão sendo ingratos conosco. Isto é manipulação e controle.

Joquebede não pôde controlar Moisés assassinar um Egípcio, como você não tem como controlar com quem seu filho vai casar ou que profissão escolher. Mas, uma coisa você e eu podemos fazer, entregar o controle da vida dele ou deles a Deus e esperar em Deus e deixar que Deus cuide deles, amando-os, corrigindo-os, disciplinando-os, etc. Este é papel de Deus, não mais nosso papel. Nós não temos o poder de impedir um filho divorciar-se ou tornar-se um dependente químico. Mas, temos a coragem de abrir mão de controlá-lo ou impor sobre ele os nossos valores e deixar que Deus cuide dele.

Na parte final deste capitulo que estamos estudando vemos Moisés assassinando o Egito. Veja o texto, “Olhou para todos os lados e, não avistando ninguém por perto, matou o egípcio. Em seguida, escondeu o corpo na areia (2.12). Observe a independência de Moisés, ele olhou para a direita, olhou para a esquerda, mas não olhou para cima, esqueceu que Deus estava vendo. E por isso esconde o cadáver. Ele foge para a região de desértica de Midian e fica na obscuridade por 40 anos. Filhos muitas vezes vão esquecer de Deus, não olharão para o alto, mas para o lado e pensarão que estarão seguros quando na realidade não estão. Mas, foi escolha deles e não culpa dos pais.

Aqui outro desafio para vocês mães e para nós pais. Quarenta anos de silencio. Imagino que muitas vezes os pais de Moisés devem ter chorado antes de dormirem e perguntaram a Deus, onde esta nosso filho? Por que isto está acontecendo conosco? Você já chorou diante de Deus perguntando onde está seu filho? A Teca e eu já, também sabemos o que é dor. Mas, infelizmente, também sabemos o que é a dor excruciante de querer controlar filhos que não temos como controlar. Também aprendemos que querer controlar o destino ou a vida do filho é idolatria e querer ser o deus que eles não precisam. Mas, tem algo que nos resgata desta dor. É decisão de deixar nas mãos de Deus o que não podemos ter como queríamos. Entregar o filho a Deus é despedir-se do filho ideal que queríamos e deixar que Deus crie o filho ideal para ele. Somente Deus pode fazer isto, é graça dele sobre o filho e sobre os pais deste filho

Mas, mas, mas, a história de Moisés não termina com o assassinato. Deus estava trabalhando na vida de Moisés e na vida de Joquebede. Distante dos pais, Moisés estava vivendo na solidão da vida, mas sendo treinado para ser o que Deus queria. Se estivesse casa não teria descoberto por si mesmo quem Deus era. Se estivesse em casa, talvez houvesse vivenciado uma espiritualidade terceirizada, a espiritualidade dos pais e não a espiritualidade verdadeira entre ele e Deus. Muitas vezes Deus deixa o filho se perder para que este filho descubra por ele mesmo quem é o Deus que o ama e enviou Jesus para morrer por ele. Pais, nenhum filho vai para o céu porque é seu filho, mas apenas se conhecer Jesus como seu Salvador. E somente Jesus pode gerar neste filho o conhecimento de salvação pela fé.

Encurtando a história de Moisés, embora não estamos focando não dele, mas em Deus e Joquebede, Moisés volta para o Egito a fim de ser o libertador do seu povo. Quarenta anos antes ele tentou ser o libertador usando sua própria força, mas agora, depois de quarenta anos de treinamento, ele se deixa ser usado por Deus para libertar seu povo. Agora, em vez de olhar para a direito ou para esquerda para libertar seu povo e agir na força dele, Moisés olha para o alto. Joquebede por mais que tentasse controlar a vida do filho não teria sido capaz de desenvolver nele o caráter de Deus, o caráter que Moisés precisava para servir a Deus. Só Deus tem o poder de transformar nossos filhos. Quanto tentamos fazer o papel de Deus, nos tornamos controladores do que não podemos controlar. Chega a hora de entregar o filho a Deus, chega a hora de admitir que não temos o poder de controlar a vida do filho.

Imagino que neste salão e entre aqueles que nos veem pela internet existem algumas mães sofrendo porque os filhos estão no Nilo. Vocês estão vendo que os crocodilos estão se aproximando para devorá-los e você tem medo, você não quer sofrer nem quer que sofram. Mas, são adultos, são homens, são mulheres que precisam ser emancipados. O grande passo que você mãe, e pai também, podem dar é entregá-los a Deus e confiar que nas mãos de Deus estão mais protegidos do que nas suas. Deixe Deus controlar seu filho, hoje seu maior papel é vivenciar sua fé em Deus e crer que Deus ama seu filho, mais do que você o ama.

CONCLUSÃO E APLICAÇÃO

E agora, como a história de Joquebede pode afetar vocês mães, pode nos afetar como pais?

  • Temos aqui algumas mulheres que querem ser mães, mas ainda não o foram, por problemas, por serem solteiras, por saúde, etc. Vocês não têm um filho para entregar, mas vocês têm um sonho para entregar. Vocês não são segunda classe por não terem filhos. Quando Joquebede entregou o filho no rio e entregou o filho no palácio ela não sabia se iria sofrer ou não. Ela apenas sabia que podia confiar em Deus. Que tal hoje aqui entregar este sonho a Deus e resolver descansar nele. É entregar seu futuro, seus sonhos confiando que Deus tem planos para você, como mãe ou não sendo mãe
  • Imagino que algumas mulheres estão sofrendo porque perderam um filho. Um sonho foi despedaçado e estão questionando Deus. Hoje é um dia de dor e de recordações. Algumas não conseguiram ver o filho pois faleceram ainda no ventre. Outras perderam quando já eram grandes e no dia hoje esta saudade bate. Eles vão fazer falta no almoço e por toda vida seus braços estarão vazios pela falta deles. Há o lugar do choro e é hora de entregar novamente o direito que você tinha de tê-los com você. Se Deus permitiu que fossem, confie que Deus cuida de você de modo inexplicável, mas ele cuida e a cura vem. Sua história de dor será uma marca da graça de Deus em sua vida e uma história que inspirará outros. (ilustração — ilustração acróstico CERTO)
  • Algumas mães esta com um filho ou filha no Nilo. Tomaram decisões erradas, o casamento deles quebrou e isto lhe dói. Você nunca imaginou um filho longe de Deus, pelo contrário, dedicou-o a Deus ainda no seu ventre. Mas, queridas mães, Joquebede não tinha controle sobre o que Moisés fez, assassinando um egípcio. Da mesma forma, vocês mães, não são responsáveis pelos erros do filhos. Entregue a vida dele ou dela a Deus e creia que Deus não terminou o trabalho dele com seu filho, Deus não disse nem sim nem não para suas orações. Espere, continue entregando, abra mão do controle.
  • Talvez alguns filhos aqui precisam falar com suas mães bem como mães falarem com seus filhos e perdão ser oferecido gratuitamente, independente da reação ou pedido do outro. Hoje é dia de reatar, Deus deu filhos para serem cuidados, Deus deu mães para serem honradas e ressentimento contra mãe e pai é pecado e desagrada a Deus.

Mas, temos mães também felizes, que estão com o braços cheios de filhos, hoje é dia de agradecer. Ser mãe reflete Deus, que Deus as abençoe e viverem com mães que não controlam filhos, mas mães que correm riscos por fé, confiam no cuidado de Deus e cada dia entrega estes filhos aos cuidados de Deus. Que a graça Deus em seus corações gere cada dia o amor de Deus por seus filhos e sua vida seja um impacto na vida deles, fruto da sua fé em Deus.

Convido você mãe a fazer duas coisas. Primeiro agradecer a Deus pela vida que ele te deu, seja você mãe ou não. Segundo, de verdade entregar seu filho a Deus, confiando que Deus o protegerá de danos irreversíveis, embora que muitos deles navegarão pelo rio Nilo da Vida.

Oração — Pai querido o Senhor sabe o que é uma alegria de uma mãe e o cuidado de uma mãe, a dor de uma mãe. Mas o Senhor nos disse que nos ama mais do que a maneira como uma mãe ama seu filho. Por isso, te agradecemos que o amor de uma mãe por um filho reflete o teu amor para conosco. Obrigado por cada mãe aqui presente, que na vida de cada mãe renoves a força, o caráter e a confiança em ti para que cada dia reflitam o teu amor para com os filhos, que o Senhor seja a satisfação de cada mãe, de cada mulher que ainda não é mãe biológica, em dias de alegria ou dias de tristeza. Pedimos em nome do nosso amado Salvador Jesus.

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