O que cremos sobre contribuição na IBMorumbi

Por Lisânias Moura

Introdução

Qual você diria que é o assunto mais delicado para se tratar do púlpito de uma igreja? Seria divórcio, sexo fora do casamento, eleições, preconceitos? Violência doméstica? Com certeza estes são temos delicados, que temos tratado deste púlpito. Mas, com certeza temos um outro assunto, ultra delicado. O assunto é dinheiro ou qual o padrão bíblico de contribuir para a igreja? Quero assegurar-lhes, contudo, que quando tratamos do tema dinheiro a partir do que a Bíblia diz e não partir do que o homem diz, este tema aplicado em nossas vidas nos trás liberdade financeira, nos trás liberdade do domínio do dinheiro, nosso dinheiro passa a ser nosso servo e servo de Deus e nos livra de sermos escravos do dinheiro.

É como Martinho Lutero disse certa vez, o homem precisa ter três conversões, a conversão do coração, a conversão da mente e a conversão do bolso”. Hoje, neste culto, quero falar da conversão do bolso que reflete a conversão do coração. Mas, não se assustem que não vou pedir suas carteiras nem seus cartões de créditos. Mas, vou pedir algo muito mais sério, vou pedir que reflitamos numa pergunta, como dar para o Senhor?

Tenho três razoes para pregar este sermão. A primeira razão é que temos muitas pessoas novas aqui na igreja, especialmente pessoas que nos conheceram durante a pandemia ou começaram frequentar nossa igreja há pouco tempo. E quero repetir e repetir que ter você aqui nos enche de alegria. E, ao mesmo tempo, quero pedir que relaxem que não vamos forçar nem pedir nada de vocês, apenas procurar ensinar o que aprendemos sobre como contribuir financeiramente em uma igreja. Nosso desejo é repartir com vocês o que cremos ser o ensino bíblico sobre contribuição. O assunto é vasto e naturalmente não temos como cobrir tudo numa única mensagem. Mas, encorajo você a ir na Palavra de Deus e pedir dele uma compreensão sobre o que ele quer que você entenda sobre este tema. A segunda razão é que muitos têm uma pergunta, ou seja, nesta igreja não se fala de dízimo ou esta igreja crê em dízimo? E a terceira pergunta, com certeza a mais importante, como posso honrar a Deus através da minha contribuição financeira?

O nosso texto para hoje é 2 Coríntios 8, principalmente, e parte do capítulo 9. Queremos apresentar, a partir deste texto, cinco princípios bíblicos que devem nortear nosso coração ao fazermos nossas ofertas ao Senhor. Estes princípios são e explicarei cada um deles. Ao ofertar ao Senhor devemos…

• Dar devocionalmente

• Dar Generosamente

• Dar voluntariamente

• Dar proporcionalmente

• Dar confiadamente

Mas, antes de explicar o texto, preciso trazer dois subtemas. O significado do dízimo no Antigo Testamento e o contexto do texto que usaremos.

Primeiro, o contexto do dízimo no Antigo Testamento. Isto lida com a pergunta que muitos fazem, nesta igreja não se crê no dízimo? Será que dízimo é 10%? A pergunta sempre é… QUANTO DEVO DAR? Devo dar o dízimo do bruto ou do líquido do que recebo ou lucro? Será que o dízimo é algo apenas do Antigo Testamento e nós não estamos presos a ele?

Posso lhes garantir que estas perguntas não são as mais importantes. Quando pensamos em dízimos, ou seja, ofertar 10% dos nossos recursos como modelo, tem algo que precisamos entender. No Antigo Testamento o dízimo era uma espécie de imposto obrigatório. Israel era uma nação teocrática, ou seja, uma nação onde inicialmente não havia um rei e Deus era rei da nação. A nação vivia das contribuições obrigatórias. Tudo na nação era financiado por estas contribuições, especialmente o serviço do templo que era o centro da nação. E na realidade, cada israelita pagava três tipos de dízimos. O primeiro, o chamado dízimo do levita ia para a sobrevivência desta tribo que não recebera nenhuma terra como herança. O dízimo era para a manutenção do templo ou do tabernáculo antes do templo se construído por Salomão (Levítico 18.20–24). O segundo dízimo era o chamado dízimo das festas. As festas nacionais eram sustentadas por ofertas obrigatória (Deuteronômio 12:17–19; 14:22–27). E o terceiro dízimo que era dado a cada 3 anos. Este era o dízimo da benevolência que era um dízimo para o cuidado com o órfão, a viúva, o estrangeiro e pobre (Deuteronômio 14:28–29). De acordo com estudiosos, a soma destes três dízimos correspondia a cerca de 23% dos rendimentos dos Israelitas. Assim, se quisermos ser dizimistas de verdade deveríamos levar isto em conta. Ao olharmos para estes três tipos de dízimo não temos como negar que estamos vendo um Deus que ordenando a prática do dízimo ele tem em mente seu amor por seus filhos inclusive direcionando parte destas ofertas para a realização de grandes festas judaicas sem esquecer o cuidado com as viúvas, os órfãos, os pobres e os estrangeiros. As ofertas dadas eram entregues no templo, serviam para o sustento material do templo bem como para o sustento dos sacerdotes. Fora estes dízimos que eram obrigatórios, como dissemos, havia as ofertas voluntários (Deuteronômio 26, por exemplo, Números 15.3; Esdras 3.5) quer eram trazidas ao templo como uma expressão de gratidão a Deus. Se você colocar tudo isto junto, as contribuições que os Israelitas traziam para Deus era bem maior do que podemos imaginar, bem maior que os três dízimos, pois além deles, os israelitas faziam suas ofertas de gratidão.

Mas, então se não estamos levando em conta que dízimo verdadeiro é 23 %, o que devemos fazer? Lembra do texto clássico de Malaquias 3.6–11, usado muitas vezes de uma forma manipulativa em muitas igrejas? Lá o texto diz, tragam todos os dízimos para a casa do tesouro. Dízimo está no plural. São a estes dízimos que o profeta se refere. Creio que todo pastor gostaria que sua igreja adotasse este padrão… (rsss).

Observe então que a questão de dar o dízimo era uma ordem, pois dar o dízimo também significava pagar impostos para manter a nação. As pessoas não podiam dizer, “não estou sentindo que devo dar o dízimo” — Não! O os dízimos não eram uma questão de sentir, como pagar imposto não é uma questão de sentir, mas de obrigação e responsabilidade. De fato, tinham que dar e quando não davam era com se na realidade estivessem roubando a Deus, da mesma forma que roubamos nosso governo quando não pagamos nossos impostos. O próprio Senhor Jesus disse, “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus! Assim como o povo no Antigo Testamento trazia o dízimo obrigatório para o sustento do templo, que era como um imposto, hoje nosso imposto vai para o governo. Honramos a Deus quando pagamos nossos impostos. Por outro lado, claro que houve oportunidades nas quais o povo também demonstrou generosidade além do esperado como na construção do templo, na reconstrução dos muros de Jerusalém na volta do exilio etc. Quando olhamos para Deuteronômio 26, vemos ali uma oferta voluntária, que era além dos dízimos normais. Vemos no Antigo Testamento ensinos sobre dar obrigatoriamente, como dar voluntariamente.

E assim surge uma outra pergunta — se o dízimo é desta forma, uma espécie de imposto em Israel e somos ensinados a sermos generosos, e agora? Abandonamos o dízimo? Não, de forma alguma. 10% sempre é e sempre será um grande parâmetro, pois é inspirado no Antigo Testamento. Mas, se quisermos ser doadores como no Antigo Testamento, deveríamos doar 23 a 25% dos nossos recursos, não é? Se levarmos em conta que não temos festas para celebrar como eram as festas do Antigo Testamento, mesmo assim deveríamos ter como meta doar 13% e não 10%. Mas, será isto que somos ensinados, termos uma porcentagem determinada por Deus?,

Mas, na época da graça o princípio não muda, mas agora o doar ou dar é muito mais uma questão de coração, de um coração comprometido com Deus e não apenas um compromisso racional. Não encontramos no Novo Testamento uma ordem para sermos dizimistas porque não vivemos mais debaixo de uma nação teocrática. Nosso Reino não é deste mundo. Encontraremos no Novo Testamento princípios que vão realmente dar para nós direção como ofertarmos a Deus em nossas igrejas e em nosso relacionamento com ele. O problema é que na época da graça nossa tendencia é de em vez de darmos 10% ou 23 %, abaixamos o padrão. Estatísticas da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro trazem valores preocupantes. Entre os evangélicos chamados reformados como os batista, presbiteriano, metodistas, etc., a média de contribuição mensal é de RS 32,51, enquanto a média entre os neopentecostais é de RS 38,7 por mês. Nosso desafio é aprender a dar, contribuir, ofertar, de acordo com os princípios do Novo Testamento, de acordo com os princípios da época da graça que elevou o padrão de contribuição.

Agora, pois, voltamos à pergunta, como posso contribuir para o Senhor de acordo com o Novo Testamento? Vamos abrir em 2 Coríntios 8.1–9

• DÊ DEVOCIONALMENTE — 2 Coríntios 8.1; 8.9

Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da Macedônia. (2 Coríntios 8.1);

5 E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus. (2 Coríntios 8.5)

9 Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos (2 Coríntios 8.9).

Dar ou contribuir é um ato privilegiado, é uma das expressões da graça de Deus em nossas vidas. Dar ou contribuir para o Reino ou para a igreja ou para o necessitado é um ato de graça que Deus nos concede. Assim, o primeiro princípio sobre contribuição que queremos aprender é que dar pode ser dito em outras palavras é um ato de devoção a Deus, por isso queremos dar devocionalmente.

Devoção tem a ver com ser devoto, ter compromisso, que expressa ou possui devoção, adoração ou admiração por algo ou alguém. A razão que o apostolo Paulo trás a mente aos da igreja de Corinto e ao mesmo tempo para nós é que a compromisso de dar não começa com uma obrigação, mas com gratidão. Contribuir para a igreja ou para o Reino de Deus é um traço daquele que se diz discípulo de Jesus. Dar é um privilégio que Deus dá aqueles que já experimentam da graça de Deus ao ser perdoado através de Jesus. Paulo está afirmando que repartir ou ofertar é um ato de graça. Não um ato para ganharmos graça, porque assim não seria graça. Mas, dar é fruto do fato que fomos graciosamente resgatados por Jesus. Nos versículos 8 e 9 quando o apóstolo Paulo está argumentando que ofertar não pode ser feito por obrigação, ele aponta para Jesus. A fim de perdoar nossos pecados, Jesus sendo rico, o criador do universo, em última análise, o dono de toda a riqueza do mundo, ele tornou-se pobre. Como ele tornou-se pobre? Perdeu dinheiro? Deixou de ser Deus? Não! Ele desistiu de agir totalmente no seu poder incarnando-se em homem de modo que ao morrer em nosso lugar ele nos deu a capacidade de servir e de amar como ele o faz e fez. Assim, ao morrer por nós para perdoar nossos pecados, Jesus ofereceu-se como uma dádiva. O cerne da frase está no fato de que dar é uma expressão de gratidão pela graça que recebemos através de Jesus, o perdão dos nossos pecados. Por causa de Jesus ter morrido em nosso lugar, temos agora a riqueza e a capacidade de dar pois ganhamos dele este poder. Porque Jesus tornou-se pobre, abandonando seu estado pré incarnado por amor a nós, nos agora temos por causa dele esta possibilidade de dar, de contribuir.

Assim, contribuir, ofertar, é refletir a pessoa de Jesus. Aquilo que damos para o Senhor poderíamos reter para ter mais. Mas, ao doarmos deixamos de ter para nós para um outro ter. Jesus deixou seu estado pré incarnado, deixou o ambiente de pureza junto com o Pai e com o Espírito Santo a fim de que tivéssemos perdão de pecados e acesso à Trindade. Desta forma doamos porque amamos, assim como Jesus doou-se porque nos amava e nos ama. Pense bem, doar é refletir Deus, doar é imitar Deus.

Fomos chamados para sermos imitadores de Jesus. Se é para atendermos este chamado, queremos imitar Jesus inclusive com nossas finanças. Por isso podemos dizer que Deus é nosso modelo de doação. Porque nos amava, Deus amou as pessoas de tal forma que deu seu único filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Isto nos liberta de dar o dízimo como obrigação. Isto nos libera para ofertar porque amamos a Deus e ao próximo e sermos livres do limite de uma porcentagem ou sermos escravos de um décimo do que ganhamos. O que nos norteia não é uma porcentagem, mas o amor por Deus. Sim queridos, ofertar tem a ver com amor, doar tem a ver como amar a Deus e a nossa maior motivação dever ser porque amamos a Deus. Assim, como prática do nosso compromisso com Deus, resolvemos dar ou ofertar porque somos alvo do amor de Deus. Não é uma troca ou obrigação, mas um ato de devoção.

Dar devocionalmente, então, significa um ato de adoração. Por que estamos hoje aqui? Não dizemos que viemos para adorar? Se viemos para adorar, nossa oferta é parte desta adoração, seja quando damos aqui através dos envelopes, seja quando fazemos um pix para a igreja ou para alguém necessitado. Os da igreja de Corinto estavam sendo ensinados a dar ou doar não por causa de uma obrigação, mas por causa do amor para com Deus.

Meus queridos não existe nenhuma outra motivação que nos mova a dar a não ser nosso amor para com Deus. E se damos porque amamos, com certeza seremos generosos, pois quando amamos alguém não medimos esforços para suprir aquela pessoa que amamos. Deus não precisa do nosso dinheiro, mas ele espera que doemos a fim de realizar a obra dele no mundo. Mas esta doação precisa ser dada porque o amamos.

Mas, precisamos observar outra expressão do que texto que lemos. 5 E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus. Note a palavra primeiramente. A vontade de dar e repartir começou com um coração que se entregara a Deus. Aqui tudo começa. Antes de receber o que temos para dar em termos materiais, Deus primeiro espera que nos entreguemos de coração, inteiramente a ele. Assim, nos entregamos totalmente de coração a ele, o que temos pertence a ele, inclusive nosso dinheiro.

Por isso, meus queridos amigos e queridas amigas dar é um ato de adoração motivada pela graça que recebemos de Deus. Dar é um privilégio, dar é um ato de graça que reflete Jesus. Observe como a palavra graça ou privilégio se repete neste texto (8.1, 4,6,7)

Mas, agora vamos aprender outro princípio que nos norteia no privilégio de dar.

• DÊ GENEROSAMENTE — 2 Coríntios 8.2; 9.6

2 No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam

(2 Coríntios 8.2)

6 Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. (2 Coríntios 9.6)

Agora que entenderam da graça de Deus sobre eles, os da igreja de Corinto podem ver o coração das igrejas de Macedônia. Olhe o quadro. As igrejas da Macedônia estavam vivendo uma época de pobreza. As três maiores cidades da Macedônia ou do norte da Grécia naquela época eram Filipos, Tessalônica. Elas viviam da exploração de ouro e prata, o que daria para elas grandes recursos materiais. No entanto, quando o império Romano as encampou, as grandes taxações tornaram as cidades pobres bem como seus cidadãos perderam boa parte de seus bem, se não todos.

Por outro lado, entenderam a graça de Deus sobre eles e entenderam que como seguidores de Jesus, generosidade e devoção era parte do perfil deles. E que eles fizeram quando ouviram da necessidade da igreja em Jerusalém? Não olharam para o que não tinham, mas para a necessidade do outro. Aqui algo muito prático vem à nossa mente. Generosidade não pode ser impedida pelas circunstâncias. Em outras palavras, generosidade não tem a ver com pobreza ou riqueza, mas com o coração. Se os crentes da Macedônia houvessem pensado sobre quão pobres e oprimidos eram, eles nunca teriam se tornado generosos da forma como foram.

Veja as frases severa tribulação, extrema pobreza e rica generosidade. Observe as expressões antônimas extrema pobreza e rica generosidade. A aflição que eles estavam passando era algo fora do comum. A palavra aflição usada pelo apóstolo Paulo trás o sentido de uma opressão externa. A pobreza mesmo vinda de fora, afeta a alma, a vontade de viver, gera a sensação de impotência. Aflição, carrega a ideia de algo que oprime física, mental e emocionalmente. Outro detalhe é a palavra pobreza. A palavra usada por Paulo é diferente da palavra por Lucas quando ele descreve o pobre na parábola do rico e Lázaro em Lucas 16.20. Existe uma ênfase no texto de 2 Coríntios 8.2. É uma pobreza completa, profunda, total destituição de recursos, o mais profundo tipo de pobreza.

Mas, em vez de olharem para a pobreza deles e acharem uma razão para não contribuir, eles olharam como uma oportunidade para serem generosos. Observe novamente o contraste, extrema pobreza com rica e transbordante generosidade. A generosidade é aquela atitude de ser livre para repartir além do normal. E no caso dos crentes da Macedônia, a pobreza deles não os restringiu de serem livres para repartir. Assim, quero repetir, pobreza ou recursos limitados não é causa de sermos avarentos ou termos mão fechadas, como se diz.

Outro traço de generosidade não tem a ver com a quantidade do que damos, mas como damos e porque damos. A generosidade é fruto, como vimos há pouco, de um coração grato pela graça recebida através de Jesus. Aqueles da Macedônia por entenderem a graça, como Jesus, se tornaram ricos pois doaram daquilo que tinha não do que não tinham. E o que eles tinham? Um coração transformado pela graça. E um coração transformado pela graça tem os recursos para ser generoso mesmo em tempo de aflição e de pobreza. Observe a expressão, “extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Aquilo que poderia ser um impedimento, foi transforma em algo que foi além dos limites. A pobreza era extrema, mas a generosidade ultrapassou os limites da pobreza de uma forma acima do normal. Fruto do que? Adoração, devoção, amor a Deus e ao seu povo. A dor de Jerusalém tornou-se a dor do povo da Macedônia.

Quem a agiu assim foi a chamada viúva pobre. Lembra desta história? Jesus estava no templo e observava como as pessoas ofertavam. Talvez você não lembre, mas as caixas de ofertas do templo eram em forma de um instrumento música, algo semelhante a um trompete. Quando as moedas eram colocadas nas caixas havia um barulho. Assim, quanto mais moedas se colocava nas caixas o barulho era como se fosse um trompete. O que viúva colocou, duas moedas, não deu nenhum som, porque era pouco. Mas, Jesus disse que ela deu mais do que todos, foi generosa, porque veio do coração e não da obrigação.

Mas, agora deixa-me levá-los para outro trecho. Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. (2 Coríntios 9.6). Observe o que o texto diz. É outra forma que Deus nos trás à lembrança de sermos generosos. Em nenhum momento o texto fala da teologia da prosperidade como se ouve hoje. O texto não está dizendo que se eu der mil Reais, Deus me dará em troca dez mil Reais. O sentido é que se eu dou pouco, se sou restrito a uma porcentagem e limitado por meu medo de doar, o retorno será pouco. O sentido primário é que Deus nos suprirá para que tenhamos o que dar. E quando dou e recebo, a riqueza do que eu recebi serve para abençoar outros e não somente a mim. Deus não aumenta minha riqueza apenas para eu ser enriquecido. Veja o que diz o texto de 2 Coríntios 9.11, “Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus”. Assim, existe uma promessa. Se dou, Deus me dá de modo que não somente eu possa ser abençoado, mas através de mim Deus abençoar outros.

É crucial esta compreensão. Em geral, o que vemos na televisão é dê mais para ter mais, dê para ser rico. Mas, os depoimentos que vemos nunca inclui algo como, eu não tinha carro, agora tenho 3. Mas, não ouvimos, eu não tinha carro, agora tenho 3 e doei um para uma pessoa que precisava. A generosidade dos Macedônios não beneficiou primariamente a eles, mas beneficiou os irmãos carentes e pobres de Jerusalém.

Isto nos leva a lembrar do que Jesus disse, “mais bem aventurado é dar do que receber” (Atos 20.35) e ao longo de Lucas 6.38, “Deem e receberão. Sua dádiva lhes retornará em boa medida, compactada, sacudida para caber mais, transbordante e derramada sobre vocês. “

Por isso, aprendemos que dar não é uma questão do quanto temos na conta bancária, mas do quanto de amor temos no coração. Mas, tudo isto começa quando cremos que dar, doar, ofertar, não tem a ver com uma porcentagem, mas com um ser total entregue a Deus. O oposto disto é pensar que teremos mais se doarmos menos. Mas, biblicamente pensando, teremos mais se dermos mais. Quer ter mais, doe mais, semeie abundantemente e você terá mais para si e para dar e para abençoar outros com o que Deus lhe deu.

Veja o que diz 2 Coríntios 9.8, “Deus é capaz de lhes conceder todo tipo de bênçãos, para que, em todo tempo, vocês tenham tudo de que precisam, e muito mais ainda, para repartir com outros”. Fica bem claro, Deus nos dá toda sorte de benção para nos suprir e com este suprimento podemos suprir o que outros precisam. E o que outros precisam nem sempre é dinheiro, mas nosso tempo, nossas expertises, nossos aprendizados que podemos repartir com outros etc.

Vamos agora ao próximo princípio. A pergunta deste sermão não o quanto devo dar, mas como devo dar. E já vimos que devemos dar devocionalmente e generosamente e agora mais um princípio.

• DÊ VOLUNTARIAMENTE — 2 Coríntios 8.3,4; 2 Coríntios 9.7)

3 Posso testemunhar que deram não apenas o que podiam, mas muito além disso, e o fizeram por iniciativa própria. 4 Eles nos suplicaram repetidamente o privilégio de participar da oferta ao povo santo (2 Coríntios 8.3,4)

Cada um deve decidir em seu coração quanto dar. Não contribuam com relutância[a] ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria (2 Coríntios 9.7)

Observe estas expressões. “…e o fizeram por vontade própria” e “…deram por não apenas o que podiam, mas além disso”. O que os Macedônios deram não foi fruto de um limite ou porcentagem. Nem tão pouco deram porque houve um apelo da parte do apóstolo Paulo. Não! Foi inciativa deles. Não houve uma manipulação por parte do apóstolo nem tão pouco um apelo emocional, “se vocês não derem, os irmãos de Jerusalém morrerão de fome”. Não! Veio do coração. Ninguém é obrigado a doar segundo a vontade de nenhum líder ou pastor, mas dar voluntariamente. E por estarem com um coração cheio da convicção e gratidão pela graça de Deus, veja a atitude deles. Primeiro, eles suplicaram para participar deste projeto. Eles consideraram que a necessidades dos crentes em Jerusalém era a necessidades própria deles também na Macedônia. O verbo suplicar tem em si a ideia de um grito, de uma oração forte, como em Lucas 21.36. Não foi um pedido do apostolo Paulo, como dissemos, mas foi um desejo forte, um apelo deles mesmos como se dissessem, “queremos participar”. Segundo, a palavra participar é a palavra koinonia em grego, que vocês conhecem. Para eles, enviar uma oferta era participar do que os crentes em Jerusalém estavam passando, era ter comunhão com aqueles que estava sofrendo. Terceiro, eles consideravam um privilégio participar do projeto e não uma obrigação. A palavra traduzida por privilégio é a palavra grega muitas vezes traduzida por graça. Era como se pensassem que não eram dignos de participar do projeto, mas participar era uma graça eu Deus estava dando para eles. Por isso, suplicaram, “queremos participar”. Nada por obrigação, mas voluntariamente.

Veja agora um outro detalhe. Vamos para o capítulo 9.7. Veja o texto, Cada um dê[a] conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.” Generosidade tem a ver com devoção como vimos. E não podemos ser dirigidos pelos apelos humanos nem nos deixar ser manipulados por necessidades humanas. Mas, se vamos doar, precisamos orar perguntar a Deus o quanto e o como. E Deus, através do seu Espírito dento de nós levará a dar o que ele quer que venhamos a dar. Quando oramos, Deus vai nos moldar a dar não por obrigação ou por relutância, mas por amor. Não ficaremos com raiva ou com culpa porque demos pouco ou demos muito, mas demos segundo a direção de Deus. Dar com alegria é fruto de oração e por orar Deus nos dirigirá sobre o quanto devemos dar. Devemos dar não conforme o valor pré-estabelecido por alguém, mas por um valor estabelecido por Deus dentro de nós.

A pior experiencia na doação a Deus é darmos e depois ficarmos com raiva. Quando damos de coração ficaremos alegres, satisfeitos e felizes e como o texto diz, Deus ama ao que dá com alegria. Quando damos com alegria estamos cultuando a Deus. Quando não damos como fruto de devoção, o dar vir algo muito triste ou dolorido, vira dor na alma e no corpo. Este é o significado da palavra relutante. Quando o texto diz doar por necessidade, a palavra usada por Paulo trás em si dar por necessidade, dar porque precisa de aprovação, dar fruto de tortura. Isto é muito sério, pois já fomos aprovados por Deus, não temos que fazer nada para sermos aprovados, Deus nos justificou em Jesus. Mas, quando somos mesquinhos e damos por obrigação, passamos a sofre e nos tornamos escravos do dinheiro.

Por outro lado, dar voluntariamente não é doar sem pensar. Antes de doar precisamos orar, perguntar a Deus como, quanto, quando e daí a liberdade vem. Pois ao orarmos primeiro estamos reconhecendo que tudo que temos pertence a Deus e não somente dez por cento ou cinco por cento, mas tudo que somos e o que temos.

Deus não está pedindo que entreguemos cem por cento do nosso salário. Deus quer apenas que nos entreguemos a Ele e nesta entrega ele nos dirigirá o quanto devemos ou podemos dar.

Por causa disto precisamos entender o próximo princípio.

• DÊ PROPORCIONALMENTE — 2 Coríntios 8.11–15

11 Agora, completem a obra, para que a forte disposição de a realizar seja igualada pelo zelo em concluí-la, de acordo com os bens que vocês possuem. 12 Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que alguém tem, e não de acordo com o que não tem 13 Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que haja igualdade. 14 No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles, para que, por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade, 15 como está escrito: “Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”[b].(2 Coríntios 8.11–15)

Podemos ser até generosos na inclinação para dar, mas a inclinação precisa ter pernas para andar. Por isso, falando aos de Corinto, o apostolo Paulo disse, agora, completem a obra, para que a forte disposição de a realizar seja igualada pelo zelo em concluí-la, de acordo com os bens que vocês possuem. A expressão forte disposição para dar carrega a ideia de um ardente entusiasmo, um profundo interesse. Isto trás para nós uma compreensão que dar é um traço daquele que segue a Jesus e que o desejo não fique apenas no desejo, mas que o desejo se torne realidade.

A próxima frase é profundamente encorajadora. O apóstolo Paulo está falando agora diretamente para os de Corinto. Ele usou o exemplo dos Macedônios, mas agora tem em mente o comportamento dos da igreja em Corinto. E assim, ele sabia que alguns tinham muito para dar e outros talvez possuíssem pouco e por isso poderiam se sentir desanimados. Assim, Paulo enfatiza que primeiro exista a disposição, a vontade, o desejo de dar. O valor da oferta não está no tamanho da oferta, mas no coração e daí ele trás um princípio também fundamental. É para dar de acordo com o que se tem. Não é para endividar-se a fim de contribuir. Não é para endividar-se no cartão de crédito porque no momento os recursos não existem, nem tão pouco entregar cheques pré-datados que nem se sabe se poderão ser honrados.

Assim, o princípio é dar de acordo com o que se tem e não de acordo com o que se não tem. O importante é a atitude interior, é a vida entregue nas mãos de Deus, é o nosso todo dedicado a Deus. E quando amamos, não temos vergonha de dar o que podemos e nunca nos sentiremos de menor valor, mas felizes por participar do privilégio e da graça de ofertarmos. Muitas vezes seremos desafiados pela fé, mas que soa como pela fé dos outros que daremos. O perigo é darmos por causa de palavras bonitas e promessas de recompensas não claramente delineadas pelas Escrituras. Voce pode até doar sacrificialmente como o templo de Israel foi construído com ofertas pessoais fora do comum. Mas, isto acontece em ocasiões especiais e o quanto você vai dar precisa ser discutido primeiro com Deus e não por impulso. Pois, se dermos por impulso doaremos da forma errada e talvez por um sentimento de culpa. Mas, quando damos voluntariamente como fruto de oração a alegria invadirá nosso coração.

Voltando ao versículo 8.3, note a expressão, “…pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam…”. A palavra poder tem em si mesmo o sentido capacidade, de recursos, a capacidade para conseguir realizar ou produzir resultados. Dar o que deram tinha a ver com a capacidade que no momento possuíam para dar ou ofertar. Eles não usaram o limite do cheque especial para fazerem suas doações. Não! Mas ao doarem foram além de suas forças e usaram a capacidade de se desapegarem do que podiam se desapegar a fim de servir e cuidado no necessitado.

Este princípio nos livra da culpa de pensar que se não temos muito nossa oferta não tem valor. Lembra da oferta da viúva pobre? Se o que podemos dar é um por cento, vamos dar um por cento do que temos. Se podemos dar trinta por cento do que temos, vamos dar os trinta por cento, pois o que conta é o desejo de dar, a prontidão. E como o texto diz, porque se há prontidão, a oferta é aceitável, Deus recebe. Por isso queridos e queridas, abra seu coração perante de Deus, entregue-se e não seja escravo de porcentagens, mas escravos do amor a Deus. E quando existe amor, a generosidade não é medida pela quantia dada, mas pelo desejo de dar o melhor para Deus, fruto do nosso amor por ele.

Mas, observe o texto novamente. Precisamos não somente ter a vontade de doar, mas cumprir esta vontade. O sentido é que a boa vontade precisa ter pernas e se tornar concreta e se existe a boa vontade o ímpeto para torná-la real, a oferta será trazida para o Senhor segundo o que se tem e com isto a necessidade do outro será suprida, a necessidade da igreja será satisfeita.

Olhe mais uma expressão do texto, “… no presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles…” — Lembra do que falamos a partir do texto? Deus nos deu a mais também para o benefício dos outros e não apenas para nosso próprio benefício. Nossas posses são usadas por Deus para abençoar outros. (o exemplo de John Wesley)

Veja esta história de John Wesley, um pastor inglês fundador do movimento metodista que se tornou mais tarde a igreja Metodista. Diz a história que logo que terminou os estudos teológico o primeiro salário de Wesley foi 28 pounds. No ano seguinte ele passou a ganhar 32 pounds, as continuou vivendo com sob os 28 Pounds. Anos se passaram e Wesley passou a ganhar cerca de 60 Pound, mas ele continuava vivendo sob os 28 Pound. Certa vez o governo britânico abriu uma investigação contra Wesley, pois ele estava ganhando um bom salário, mas suas despesas não passavam de 32 pounds. Ou desconfiara que ele estava ganhando algo por fora que não estava declarando a receita federal do se país. Bom, no fim de sua vida Wesley estava ganhando cerca de 1400 Pounds, mas vivendo com 32 Pounds. Certa vez ele disse, GANHE MUITO, GASTE POUCO, DOE GENEROSAMENTE — Se transformássemos o dinheiro de Wesley para os dias hoje, ele ganharia um salário de cerca de R$ 7.200.00 e estaria gastando cerca de 200.00. Você pode dizer, isto era John Wesley, um pastor rico. Mas, ele também dizia, QUANDO O DINHEIRO CHEGA, LOGO ME DESFAÇO DELE, PARA QUE ELE NÃO ENCONTRE O CAMINHO DO MEU CORAÇÃO

Até agora estamos procurando responder não se a quantia que damos a Deus deve ser 10%, se do bruto ou do líquido. Não! Estamos procurando responder como dar para o Senhor de coração. Vimos que dar leva em conta dar por amor, dar generosamente, dar voluntariamente, dar proporcionalmente e agora veremos o quinto princípio.

• DÊ CONFIADAMENTE — 2 Coríntios 9.10–15)

10 Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. 11 Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus 12 O serviço ministerial que vocês estão realizando não está apenas suprindo as necessidades do povo de Deus, mas também transbordando em muitas expressões de gratidão a Deus. 13 Por meio dessa prova de serviço ministerial, outros louvarão a Deus pela obediência que acompanha a confissão que vocês fazem do evangelho de Cristo e pela generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com todos os outros. 14 E nas orações que fazem por vocês, eles estarão cheios de amor por vocês, por causa da insuperável graça que Deus tem dado a vocês. 15 Graças a Deus por seu dom indescritível! (2 Coríntios 9.10–15)

Este texto nos aponta duas riquezas, entre outras, sobre contribuição ou contribuir com confianças em Deus. Os recursos para sermos generosos vem de Deus. É Deus quem haverá de nos suprir para podermos dar ou ofertar. Pode ser que ele já o tenha dado ou pode ser que ele lhe dará, depois que você pedir a fim de poder doar. Tenho um amigo, pastor de uma grande igreja aqui em São Paulo que toda vez que começa uma campanha em sua igreja, ele costuma dizer. “Meus irmãos tenho certeza de que Deus já nos deu os recursos que queremos levantar nesta campanha financeira. Os recursos já estão em sua conta bancária ou investimento. É apenas você abrir sua conta e dar”. Este meu amigo não é manipulador. O Deus que adoramos é Deus provedor. O mesmo Deus que nos dá pão de cada dia é o Deus que nos dá que Ele quer que demos. Lembra que mencionei um pouco antes que doar tem a ver com adoração e dar segundo o que Deus pôs em nosso coração? Pois bem, este texto nos diz que Deus, nos provê de recursos a fim de sermos generosos. Para alguns Deus já proveu abundantemente a fim de você doar com generosidade. Creia que Deus quer lhe usar como um doador. Para outros, também vai ser um exercício de fé. Você vai pedir a Deus o privilégio de doar, a graça de dar, como mencionarmos e Deus vai responder lhe dando o que você vai dar se você não tem.

Mas, observe claramente, isto é algo entre você e Deus. Creia ou resolva crer que seus recursos pertencem a Deus. Se você tem a mais do que precisa para viver, pergunte a Deus para que ele lhe deu a mais. Não é para você deixar de ir a Disney com seus filhos ou pagar uma universidade para eles no exterior. Mas, também pergunte a Deus, “Deus do que tenho, quanto o Senhor quer lhe dê? E se você gostaria de dar e não tem, peça a Deus para lhe prover o que ele quer que Ele lhe dê

Observe outra verdade gloriosa é que quando ofertamos a Deus duas coisas acontecem, entre outras As pessoas que recebem a oferta ou o ministério ou a igreja que recebeu a doação agradecerá. Em poucas palavras o versículo está dizendo que por você e eu termos ofertados como fruto da nossa fé em Jesus, pessoas darão glorias a Deus. Elas terão suas necessidades supridas. Lembra quando enviamos nossa oferta para Manaus em janeiro do ano passado. Lembra a gratidão das pessoas que receberam as mil cestas por ocasião do pico da pandemia? Mas, outra coisa acontece. As pessoas agradecerão abundantemente a Deus porque você compartilhou seus bens com elas. Mas, na realidade, você compartilhou seus bens com Deus.

Quando aqui na igreja esta sacolinha azul passa na sua frente e você entrega a Deus sua doação, alguns frutos singulares são gerados. Primeiro, observe que as pessoas darão graças a Deus. O fato de dar graças a Deus é uma forma de culto. Quando você e eu doamos para o serviço de Deus, um dos primeiros frutos é que as pessoas que forem alvo desta benção reconhecerão que o que receberam veio de Deus. Receberam porque Deus interveio. Os que deram oraram, perguntaram a Deus, ouviram a resposta de Deus e agora a semente que lançaram está gerando um culto a Deus no coração daqueles que receberam a doação. Enquanto estamos aqui reunidos, nossos missionários na Europa e na Ásia já serviram a Deus nesta manhã oferecendo cultos ao nosso Deus, mas os que participaram destes cultos deram graças a Deus. Esta gratidão tem a ver com você, pois o que você tem dado tem servido para alcançar pessoas para Jesus na Irlanda, Roma, Madrid, Lisboa, Aman, Maputo, aqui entre os Ianomamis etc. Também aqui pessoas ao redor dão graças a Deus por sua generosidade. Você já imaginou que você tem parte no ministério da Amis? Antes da pandemia a Amis que é um dos ministérios da nossa igreja e por isso posso dizer um dos seus ministérios estava alcançando cerca de 800 crianças por semana. Agora estamos em torno de 500, mas isto gera gratidão e gloria para Deus. Mas veja este prédio, veja o nosso ginásio que serve à comunidade da Vila Andrade e serve a nossa igreja também. Tudo dado por Deus através de você

Por isso, quando ofertamos precisamos ofertar com esta certeza. Deus nos proverá ou já proveu o que devemos dar e com certeza sua oferta renderá glorias para a Deus e pessoas também agradecendo a Deus pelo presente que receberam dele através de você, através de nós.

Gostaria de terminar contando duas histórias verídicas. A primeira é de um autor americano de nome Brandon, um bem-sucedido homem de negócios. Ele nos conta que um certo domingo, quando em sua igreja se fazia um apelo sobre quanto cada membro doaria no próximo ano, ele assinou um cartão se comprometendo a dar 10% de sua renda. Como ele mesmo disse, assinou por assinar porque nem precisava orar, pois 10% não pesaria nada em seu orçamento. Indo para casa, encorajado por sua esposa, ele começou a pensar sobre o que realmente a Bíblia diz sobre generosidade de contribuição. Para encurtar a história ele teve que lidar com uma pergunta para si mesmo? O que eu faço com os restantes 90%? Várias coisas passaram por sua cabeça, mas a pergunta principal foi esta — o que Deus quer que eu faça com os 90%? Estes 90% pertencem a ele ou a mim? Por um período de cerca de 4 anos Brandon passou a dar anualmente tudo o aumento de salário que ele recebia. Ele pôde congelar seus gastos, manter o estilo de vida que tinha há cinco anos que era totalmente suficiente para ele e sua família de quatro membros. Depois de 7 anos nesta caminhada, Brandon, segundo ele, como fruto do ensino bíblico, ele estava vivendo com 40% dos seus recursos e seus bônus anuais eram totalmente investidos no Reino. Você pode pensar, ah, ele era muito rico. O seu testemunho era que ofertar não somente para a igreja onde era membro, mas para outras causas, inclusive fora da igreja tornou-se uma de suas maiores alegria. Ele estava ajuntando tesouros no céu e livre de servir ao dinheiro.

Ok, ele era rico, você pode dizer, para ele não foi muito difícil doar ou ofertar como ele fez.

Mas deixe-me contar a história de minha sogra, história que de vez quanto conto parte dela pois minha sogra foi uma influência na minha vida, como foi minha mãe e é minha esposa Teca. Minha sogra ficou viúva aos 32 anos de idade com 6 filhas, sendo que a mais nova tinha apenas seis meses idade. Tendo vindo de uma religião oriental, ela foi posta na parede, ou Jesus ou nós. Ela pensou, “quero educar minhas filhas no caminho de Jesus” — Ela escolheu Jesus e perdeu tudo que o marido tinha deixado por causa da sociedade com outros parentes. Foi rejeitada pela família e precisou mudar de cidade. Mas resolveu confiar em Deus. Ela viu as filhas crescendo, trabalhando desde que eram novas, mas minha sogra descobriu que uma das maiores alegria em sua vida era servir e ofertar para Deus. Apesar da situação financeira da família, sua casa sempre hospedou missionários e missionarias que vinham falar em sua igreja. Ela viu cada filha saindo de casa para estudar em um seminário e um dia ela pediu a Deus para ela também servir a Deus como missionaria. Bom Deus deu a ela este privilégio, mas uma coisa que minha sogra me impressionável, entre outras, era sua fidelidade financeira. De tudo que ganhava, o primeiro gasto era com o Senhor. No seu último domingo viva, ela fez questão de vir ao culto e eu lhe disse, “Batchan, como nós a chamávamos, você não está bem, não é melhor ficar em casa?”. Não, ela respondeu, hoje é meu dia de colocar minha oferta e esta é uma das minhas maiores alegrias”. Ela veio e colocou sua oferta e na terça feira seguinte ela mudou de endereço como ela se referia à morte. Uns dias antes de morrer, ela disse para a Teca, “não dê minhas roupas sem olhar o que tem dentro” — Bom, quando a Teca doou as roupas, encontrou nos bolsos cerca de 2.000 dólares em notas de 5, de 20, algumas de 50. Foi mais que suficiente para pagar todas as despesas do funeral. Ganhando apenas um salário-mínimo mensal, ela nunca nos deu despesas. Deus a supriu até o último instante de vida. Ela acumulava tesouros no céu tanto quanto Brandon.

Sabe entre Brandon e Batchan, havia uma enorme diferença em termos de recursos financeiros. Mas, havia uma infinita igualdade — ambos descobriram que dar ou ofertar ou ser generoso é uma questão de coração, de amor para com Deus e não uma questão de porcentagem ou de quantidade. Não é uma questão se dou o dízimo ou uma porcentagem sobre o grosso ou sobre o líquido do meu salário, mas uma questão de celebrar a graça de Deus em nossas vidas e sermos livros do domínio do dinheiro. DAR ABUNDANTEMENTE REFLETE QUE SOMOS DISCÍPULOS E NÃO FÃS. Sabe, quanto mais discípulos formos, menos falaremos de dinheiro, porque para o discípulo, por causa do amor a Jesus, dar é natural, tem a ver com Deus sendo celebrado.

Quero terminar fazendo algumas perguntas…

• Minha vida financeira em termos de ofertar a Deus reflete que sou discípulo de Jesus ou raramente oferto?

• Eu entendi que o que rege minha oferta não é uma porcentagem, mas um coração grato?

• Estou pronto para resolver ser um ofertante compromissado com Deus de que regularmente ofertarei? Alguns recebem quinzenalmente, outros mensalmente, outros quando retiram dividendos de investimentos, outros quando o dinheiro entre etc. Regularidade é variável, o que importa é o coração.

• Quando vou começar contribuir segundo o que ouvi hoje?

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Uma igreja viva, que adora, acolhe, serve e conduz pessoas para um relacionamento com Jesus

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