Limites, controle e amor

Por Samuel Mendes

“Por respeito a Cristo, sejam educados e tenham respeito uns pelos outros.
Esposa, entenda e dê
apoio ao seu marido, pois assim demonstrará seu apoio a Cristo. O marido exerce liderança em relação à esposa, mas da mesma forma com a qual Cristo faz à igreja: com carinho, não por dominação. Marido, dê o máximo de amor à esposa: faça como Cristo fez pela igreja — um amor marcado por entrega total.

Filhos, façam o que seus pais mandarem. “Honre pai e mãe” é o primeiro mandamento que traz uma promessa: “para que você possa viver bem e ter vida longa”.

Pais, não provoquem seus filhos, sendo duros demais com eles. Tratem de segurá-los pela mão para guiá-los no caminho do Senhor.”

Bíblia A Mensagem; Efésios 5:21–25, 6.2–4

Temos um chamado mútuo em todos os relacionamentos, de respeitar e tratar a todas as pessoas como aprendemos de Cristo. Nele somos um com o nosso próximo e somos iguais, não importa os nossos papéis ou posição. As diferenças de competências, sexo, idade e origem desaparecem. O valor que elas têm, quando bem compreendidas, nos enriquecem e testemunham da multiforme sabedoria e diversidade da criação de Deus.

Neste texto aprendemos sobre o respeito e a conduta nas relações humanas transformadas pelo Evangelho. Recebemos a graça de Deus e é o seu amor e graça que agora repartimos com todos, como o padrão saudável dos nossos relacionamentos.

Todo amor requer cuidado, atenção, olhar e escuta. Entretanto, aquele que ama precisa aceitar que o sujeito do seu amor não é um objeto, ele tem suas escolhas, suas vontades, suas limitações, seus talentos e desafios. Cuidar significa fazer aquilo que o outro ainda não pode fazer, ou que, por algum motivo, precisa que você o ajude. Confundimos a noção de cuidado, e ultrapassamos limites que nos transformam em verdadeiros controladores. É fundamental que ambos conheçam e aceitem que há limites que precisam ser respeitados.

Mas muitas vezes, a diferença entre cuidado e controle é extremamente sutil. Entre o amor e a posse há uma linha tênue, que num simples deslize é ultrapassada, marcando o outro, muitas vezes, de maneira irreversível. A obsessão por controle que algumas pessoas têm por seus entes queridos: pais, cônjuges, filhos, amigos, pode misturar sentimentos até bem intencionados e resultar em relações abusivas.

O uso indevido de limites muitas vezes resulta em maior alienação em vez de aumentar o amor. Aqui estão alguns exemplos:

• Quando um marido cujo primeiro e único limite que considera é se divorciar da sua esposa.

• Uma esposa que controla o seu marido constantemente, mas chama suas ações de “estabelecer limites”.

• Um marido que desculpa seus ataques de raiva dizendo que ele está simplesmente sendo sincero.

• Uma esposa que usa a frieza e a retirada para se vingar do seu marido.

• Pais que são super protetores ou que são exigentes demais com os seus filhos geram um ambiente de insegurança para o seu crescimento.

A expressão final do texto fala-nos sobre semearmos na vida dos filhos: “Tratem de segurá-los pela mão para guiá-los no caminho do Senhor”. Inspira-nos a manter o nosso foco na busca por esse equilíbrio que respeita e constrói junto. Que abre o espaço para que sintam vontade de voltar e participar dos valores espirituais e da sabedoria que compartilhamos com eles e aprendemos de Cristo a cada dia.

Por vezes nos deparamos com graves mal-entendidos sobre o que a Bíblia ensina sobre se tornar uma pessoa que respeita os demais, é responsável, livre, uma pessoa com bons limites. Os limites não foram projetados para acabar com relacionamentos, mas para preservá-los e aprofundá-los. Limites rígidos demais tendem a conflitos que por vezes favorecem o abuso e desrespeito. Quando são conversados, participados e equilibrados, como é o padrão de Efésios 5, tornam-se saudáveis pois são experimentados num ambiente seguro, saudável e amoroso.

Como posso demonstrar com palavras, ações e atitudes o respeito, a honra e a submissão mútua ao marido, à esposa, aos pais idosos, aos filhos, e aos demais no dia de hoje?

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Uma igreja viva, que adora, acolhe, serve e conduz pessoas para um relacionamento com Jesus

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